As ameaças vêm dias após soldados queimarem fotos do ditador norte-coreano, durante manifestações na capital da Coreia do Sul, Seul. Antes o governo sul-coreano admitiu o uso de fotografias da família Kim em treinamentos de tiro ao alvo.
Segundo a agência de notícias Associated Press (AP), um comandante militar norte-coreano não-identificado emitiu um comunicado oficial em que afirma que “Pyongyang não vê motivos” para continuar as negociações de paz com Seul. Ainda no mesmo comunicado, o militar diz que a única forma dos dois países repararem suas diferenças seria pela “força das armas”.
O regime comunista da Coreia do Norte vem em uma semana de duras críticas ao presidente sul-coreano Lee Myung-bak, um conservador linha-dura a quem Pyongyang chama de “traidor dos esforços de reunificação” e “escória”.
Os treinos com as fotografias do ditador norte-coreano Kim Jong Il e seu filho, Kim Jong Um, e de seu pai, o “eterno líder” e fundador do país, Kim Il Sung, teriam começado em novembro, após o Norte ter supostamente respondido a exercícios de tiros efetuados por militares do sul, matando quatro soldados.
Até agora, Seul não se pronunciou sobre o comunicado das Forças Armadas do Norte, mas os Estados Unidos criticaram duramente as declarações de Pyongyang.
Em entrevista coletiva, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, disse estar desapontado com a postura norte-coreana em relação às conversas de paz entre os dois países.
- Gostaríamos que a Coreia do Norte colocasse suas relações com a Coreia do Sul de uma maneira mais positiva, mas isso claramente não está acontecendo.
As relações entre as duas Coreias, divididas em 1953, pioraram desde dois ataques norte-coreanos nas águas da Coreia do Sul, em 2010. Pyongyang nega o envolvimento no naufrágio de um navio de guerra sul-coreano em março do ano passado, que deixou 46 mortos, e afirma que o ataque que matou outros quatro soldados do Sul, em novembro, teria sido provocado por tiros efetuados do outro lado da fronteira.



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